Elden Ring



Após 120 horas de árduas batalhas finalmente zerei Elden Ring. Confesso que tive um mix de sentimentos durante essa jornada, fui de vontade louca de jogar à vontade de dropar no late game, e não pela dificuldade. Elden Ring nos contempla com um mundo rico, vasto e primoroso que me empolgou ao longo de umas 70 horas mas que a partir daí foi sendo ofuscado por sua narrativa pobre.


Enredo

O jogo nos contempla com uma CG inicial que nos conta que o anel prístino foi quebrado e que os semideuses reivindicaram os pedaços do anel (chamados de runas), no entanto, o poder das runas corrompeu os semi deuses que entraram em guerra na tentativa de um obter a runa do outro, esse evento foi chamado de ruptura e fez com que a ‘grande vontade’ abandonasse os semi deuses.


Por fim, o narrador cita o nome de alguns personagens que aparentemente são escolhidos para virar Elden Lorde juntamente com o seu que volta dos mortos após receber a bênção da graça. Com isso você é jogado nas terras intermédias matando tudo e a todos para virar o Elden Lorde e é aqui pra mim o maior problema do jogo.


Não há sinergia entre a experiência do gameplay com o enredo, o jogador é solto no mundo para matar tudo que vê pela frente sem qualquer background, o enredo se desenvolve de forma bem rasa em apenas alguns diálogos com alguns personagens ou em quests espalhados pelo mapa, quests essas impossíveis de serem completadas sem tutorial pois não há um questlog no jogo. Algumas dessas quests (que tem um bom background de alguns personagens) são gigantescas e podem levar quase o jogo todo para serem completadas.


O jogador joga 100+ horas de gameplay e a única certeza é de ter que ‘virar o Elden Lorde’. Isso me deixou verdadeiramente frustrado principalmente no final pois o jogo possui 3 finais e eu simplesmente não sabia qual escolher justamente por não saber direito o que estava rolando, o que supostamente era bom e o que era ruim. Em um dos finais aparece algo que eu simplesmente não vi e nem foi citado durante o jogo todo.


É sem dúvida o ponto baixo em Elden Ring pois há uma grande história e grandes personagens no jogo porém não é passado para o jogador de forma clara e isso me fez pensar que Elden Ring é quase um MMORPG onde você tem um mapa gigante e é só sair matando tudo e ir subindo de nível, a história não é o foco do jogo.


Gameplay

Mundo aberto

Aqui é onde está a parte incrível do jogo, o mapa de Elden Ring é simplesmente surreal, cada canto do mapa possui segredos para serem descobertos e isso traz uma combinação fantástica com o fato de que o jogador precisa farmar para conseguir avançar no jogo, ou seja, a recompensa na exploração vem em forma de itens e automaticamente em XP para seu personagem. É tudo tão bem feito e cheio de segredos que mesmo após 110 horas de jogo eu ainda estava descobrindo novos mapas e dungeons para explorar.


Não há dúvidas aqui, é o melhor mundo aberto dos vídeos games que já vi na vida.


Combate

Bom, a estrutura do jogo em si é uma cópia de Dark Souls, eu particularmente acho bugado e desleal (Sekiro está a anos luz nesse quesito), mas nem vou colocar como um ponto negativo pois é gosto. O ponto negativo pra mim é a questão das armaduras que são praticamente apenas estética e o ponto alto é no quesito armamento.


O jogo tem uma variedade imensa de armas para serem usadas e isso abre um leque gigante de possibilidades para o jogador derrotar os chefões. São infinitas as possibilidades de build que dá para montar no jogo, e isso é muito legal pois a cada build montada dá uma renovada no gameplay, eu por exemplo nos últimos chefões comecei a jogar de mago pois estava com muita dificuldade de passar usando a build atual e depois disso passei facilmente dos chefes.


Já sobre as armaduras deixo a desejar, pois a questão da defesa dentro do jogo é bem indiferente, usar armaduras pesadas e leves é mais uma questão de estética, é mais vantagem ter um life gigante do que investir pontos em defesa, o dano sempre vai ser alto independente do tanto de pontos de defesa que o jogador invista. A diferença aqui vai estar entre usar um bom escudo ou aparar os golpes inimigos.


Os chefões são um show a parte, principalmente os principais, sempre há um ar de grandeza onde o jogador com certeza vai pensar "Fud$#@" e claro, não posso deixar de mencionar a felicidade após conseguir derrota-los.


Trilha sonora

Gostei bastante da trilha sonora, a trilha sonora sempre dá um ar de grandeza a mais nos chefes principais.


Gráficos

Não tem muito o que falar, é um jogo de geração passada e ponto, mas a maioria dos mapas são muito bonitos e bem feitos, a arte de alguns mapas são impressionantes e me renderam diversos prints.


Quando menos não é mais

O começo do jogo é um desastre. O jogo não tem o mínimo de explicação para o jogador de como funcionam os menus e nem conduz até o mesmo adquirir o cavalo que é essencial para a exploração.


Eu por exemplo joguei 4 horas aproximadamente sem o cavalo e tive que perguntar para uns amigos como que pegava o cavalo, sendo que pegar o cavalo é algo inicial e fica bem na frente de onde o jogo inicia.


Os menus também são confusos e pouco intuitivos pois escondem informações primordiais para o jogador. Em Elden Ring há um pouco de história nos itens que o jogador pega pelas terras intermédias, seja em cartas, mapas, armaduras e armas. O problema aqui é que ao passar pelo item no inventário, o jogador tem que apertar X para poder saber mais pelo item e isso não é dito em nenhum momento durante a gameplay.


Em um determinado momento precisei achar uma chave e acabei tendo que ver no youtube e só muito tempo depois descobri que tinha uma carta no meu inventário que se eu apertasse o X ia conseguir ver a localização da chave.


Sobre as quests como já comentei é uma verdadeira roleta russa(os NPC’s ficam marcados no mapa mas mudam de lugar após iniciar alguma quest), após isso achar os NPC’s no mapa é pura sorte, além disso não há como saber se a quest foi concluída ou não, pois não há um quest log nem nada do tipo. É difícil até acompanhar a história da quest pois como falei algumas levam o jogo inteiro para serem completas o que torna fácil esquecer todos os diálogos e trama da quest.


A questão aqui não é ‘pegar na mão do jogador’ como alguns dizem, é simplesmente que o jogo parece mal feito nesses quesitos. Esse tipo de detalhe não iria afetar em nada a experiência do jogador no quesito dificuldade só iria evitar a ida no youtube para ter que descobrir algo besta que o jogo podia ter te falado.


Conclusão

Elden Ring é sem dúvida um bom jogo, é desafiador, prazeroso e divertido explorar as terras intermédias mas pra mim longe de ser um GOTY, faltam coisas básicas no jogo e sua narrativa fraca não cria mentos memoráveis justamente por não criar uma conexão entre o jogador e os personagens do jogo.


E você? Concorda? Discorda? Deixa ai nos comentários o que acharam do game =D


Plataforma: Xbox Series X

Gamertag: freedowsRoO


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