The Ascent



Introdução

The Ascent é um RPG de ação com visão isométrica ambientado em um mundo cyberpunk. Foi uma experiência boa no geral e também uma das poucas vezes que vi um mundo tão mal aproveitado.


Enredo

The Ascent é uma das grandes corporações do planeta Veles, cada mega corporação do jogo possui grandes cidades (arcologias) que são construídas para abrigar seus trabalhadores (contratados). O jogo começa com o grupo The Ascent falindo sem mais nem menos e trazendo caos e preocupação a arcologia, pois afinal, quem vai manter a cidade e o pagamento da população agora?


Contratados

Os contratados são pessoas que vão para Veles em busca de trabalho e melhor vida, porém para ficar em Veles é necessário fazer um contrato de trabalho, que acabam se estendendo pela vida toda, ou seja, viram escravos das mega corps.


Você assume o papel de um contratado qualquer, que tem como primeira missão controlar algumas IA’s que saíram do controle após a falência do grupo Ascent, a partir daí a história se desenrola para desvendar o que está por trás da falência do grupo Ascent.


O principal problema do jogo é o jeito como a história é contada, o lore do jogo é bem rico, possui várias facções, raças, culturas, gírias, lugares e etc, porém o jogo se resume a pequenos diálogos entre uma missão e outra, diálogos esses cheio de gírias e nomes esquisitos que me obrigou a parar para ler o codex do jogo logo no início para poder entender o que estava acontecendo e a missão que eu tinha que fazer.


O enredo de qualquer jogo tem que te fisgar no começo e The Ascent peca nisso, pois o enredo(e o mundo) são sim muito interessantes mas depende da boa vontade do jogador de querer entender pq o jogo não é tão didático nessa parte.


Outro ponto fraco é que seu personagem é simplesmente um mercenário sem personalidade que vai recebendo ordens de seus superiores, não há uma forma de fazer escolhas morais na história, nem nas próprias sidequests. Uma hora você está tentando salvar alguém e na outra assassinando um cara para outra pessoa por que ele não compartilhou a receita de uma sopa. Resumindo, você é só um boneco que corre e atira e não interessa se é para salvar a cidade ou roubar uma paçoca.


Jogabilidade

O combate do jogo é bem redondinho e fluido, o jogo é praticamente atirar em tudo que está pela frente. É possível carregar 2 armas, 2 poderes cibernéticos e um item arremessável e ao longo do jogo também é possível ir evoluindo os atributos e as armas do seu personagem.


Há uma boa variedade de armas e poderes, o que te faz sempre estar alternando os mesmos dependendo do inimigo, por exemplo, armas de energia são mais efetivas contra máquinas do que contra humanos.


Uma coisa que me incomodou um pouco foram bugs em sidequests, às vezes a sidequest bugava e era necessário reiniciar o jogo para conseguir terminá-la, além de que uma siquest ficou travada mesmo reiniciando o game. Também há um problema ou outro com as traduções pt-br mas nada que afete a experiência.


Gráficos

Está simplesmente fantástico, a cidade é muito densa e é tudo muito bem trabalhado, cheio de luzes, sujeira, muito populoso, carros voadores, robôs e etc. A cada nova área que eu visitava era uma surpresa diferente. Me encantou demais essa cidade cyberpunk.


O ponto forte do jogo sem dúvida é sua ambientação. Principalmente no começo onde é tudo confuso e morno no enredo, o mundo se sobrepõe a tudo e te faz querer jogar simplesmente para poder caminhar e explorar um pouco mais esse mundo sujo, tecnológico, colorido e violento.


Algumas capturas feitas pelo Xbox Series X




Som

Trilha sonora ok, conduz bem o jogo em momentos de ação e calmaria, há algum ambientes que possuem música própria também, achei bacana isso.


Conclusão

The Ascent é um bom jogo de ação e possui gráficos impressionantes. Apesar de pecar na hora de transmitir a riqueza de seu mundo ao jogador é um jogo que recomendo, tenho certeza que valerá a pena caminhar e atirar pelas ruas dessa cidade magnífica.


Plataforma: Xbox Series X

Gamertag: freedowsRoO






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